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ADESTRAMENTO DE CACHORROS – POR ONDE COMEÇO?

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CACHORRO em sitonia com o dono6

Olá pessoal!

Neste e em outros artigos, iremos tratar muito mais do que somente adestramento de cachorros, iremos sim estudar como estabelecemos uma sintonia entre nós e os nossos cãopanheiros, como dar qualidade de vida à eles, ao mesmo tempo em que eles correspondem ao que esperamos deles, como respeito às regrinhas de casa, de comportamento com outros cães e pessoas, e também de obediência, sempre conciliando com qualidade de vida, sem estresse, ansiedade, nem medo. Até para que tudo funcione com mais facilidade e sem “efeitos colaterais”, mas, com naturalidade!

Combinado?

adestramento de cachorros 1

Nosso objetivo  é cada vez mais moldar melhor este comportamento, como treinar para que a obediência fique mais precisa, e para que o cão fique realizado, relaxado, com os treinos.

Vamos começar então pensando na nossa comunicação? Nada melhor do que sermos claros, para poder esperar um comportamento ou uma mudança nele, certo?

adestramento de cachorros

Primeiro creio que o mais importante é lembrar que o cão é muitíssimo adaptado à convivência humana, é um legítimo presente da natureza para nós, pois é uma espécie que se originou de um contato de milhares de anos do homem com os seus ancestrais, na maioria deles, lobos, se transformando num ser único, desenvolvendo uma capacidade de cooperação mútua riquíssima.

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Desta forma, chegam a ser os únicos animais no mundo, além de outro ser humano, que é capaz de ler a microexpressões que produzimos involuntariamente com o lado direito de nossa face.  Sim, nós nos comunicamos de uma forma que nem nós percebemos conscientemente, mas os cães percebem.

E, para ajudar, nosso corpo não é muito capaz de lidar com o estresse, por isso “entregamos o jogo” através destes sinais, por estas microexpressões, por isso os cães nos olham no olho, olham no nosso rosto. E ao mesmo tempo, outros sinais que são mais fáceis de perceber, mas que muitas vezes também não nos damos conta, coisas simples como posição da coluna, da cabeça, movimento dos braços, e até como nos apoiamos em nossas próprias pernas o tom de voz, podem ser mais importantes para o cão do que aquilo que lhe falamos, ou da comida que seguramos como presente.

adestramento de cachorros

Estas informações chamam a atenção do cão como se para nós alguém falasse ao nosso lado com um megafone. Assim, influencia mais do que o comando que damos, podendo mudar totalmente a resposta que ele vai dar.

Vamos então por uma hipótese de exemplo para ilustrar como isso influencia o controle:

Se estamos passeando com o nosso amigo em um parque, e quando menos percebemos outro cão se aproximou e reagimos com medo, susto, porque podem brigar e gritamos “NÃO!” dependendo do que passamos com este comando, existe uma enorme chance de desencadearmos um ataque, ou de controlarmos definitivamente ele. Sim, nós, o nosso medo, ter desencadeado este ataque, e não o nosso cão ou a aproximação do outro. Porquê? Porque o nosso amigo se depara com uma situação de incerteza, de insegurança, afinal ele não conhece o outro cão e não sabe se é um potencial agressor, e neste momento nós disparamos um grande alarme de medo, de pânico ao cão.

man scared 2

Ora, dentro dessa lógica, ficou mais fácil entendermos o que acontece, não? Se passarmos uma reação de pânico, ele assim concluindo que realmente é um perigo, pode tomar a iniciativa de defender.  E também, mesmo não atacando imediatamente o outro cão, ele pode entrar em defesa, e pela sua reação e leitura corporal, o outro cão o atacar, ou fugir correndo, e o fugir correndo pode fazer com que o nosso cão corra atrás, e como sabemos, pode acabar com uma problema para nós.

De outra forma, principalmente se o cão está socializado com o meio (abordaremos este assunto nos próximos artigos!), e na mesma situação damos um comando que ele já conhece bem, um simples “não”,  seguro de nossa parte de que ele não deve fazer o que está pensando, que é avançar ou correr sobre o outro cão, a chance de obedecer é muito maior, porque ele está consciente de aquele é o caminho errado, e não lhe foi passado um alarme de perigo.

Da mesma forma, se estamos brincando com ele e queremos que aprenda a descer uma escada, por exemplo, conforme a maneira que lidamos com a situação ele pode ser desencorajado, ou encorajado.

Se nós temos medo de que ele se machuque; que caia e mesmo sem se machucar, se assuste e desista, etc, nós passamos insegurança à ele, e quando  dizemos “venha”, ele entende “CUIDADO!”, e provavelmente vai vacilar, e mesmo que acabe descendo, ele está aprendendo que aquilo é um perigo, não vai ter o mesmo prazer em fazer, e além dele reagindo com medo aumentar a chance de não conseguir fazê-lo direito por não ter se soltado, e qualquer coisa inesperada que aconteça no momento, vai assustá-lo. Um escorregão sem nenhum dano pode ser um trauma.

dog stairs

Porém, se falamos porque estamos entusiasmados, felizes por brincarmos juntos e ensinarmos algo novo, e torcendo para que ele consiga para fazermos uma grande festa, ele vai ficar “doido” pra conseguir! E quando começar, tende a ir com vontade. E assim tanto seus primeiros erros quanto os acertos, e principalmente os próximos, tendem a ser lições de que podem confiar em ti, de que você mostra o caminho correto à ele, e o principal de tudo isso: Mostra a ele como te agradar, que é o que os cães mais gostam! Sim, mais do que de comida, ou de outro cão, ele quer a sua atenção, principalmente se ele consegue te orgulhar! Essa é a maior vitória para o cão!

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E é assim que funciona a relação baseada no tão falado reforço positivo. Embora indicar o erro seja algo importante para maturação dele, como o comando “não”, principalmente quando este “não” está precedido da alternativa para o acerto,  da indicação do caminho correto, a construção da nossa relação e da personalidade (ou cinolidade, propriamente) são mais sólidas, seguras, confiáveis, e quanto mais permanecemos neste caminho, mais seguro, obediente e feliz fica o nosso amigo, e nós mesmos!

Além disso, é muito importante para que fique claro ao nosso amigo, que sempre usemos a mesma palavra para cada objetivo, como “fique”, “venha”, ao invés de “fique, não – pára, chega” e “venha, aqui rápido, vamos, venha logo”, e que também usemos o mínimo de outras palavras neste momento, junto com o comando em si.

Bom, existem mais dicas para que nosso amigo entenda cada comando, e para que ele não só entenda mas consiga obedecer com facilidade, mas isso é assunto para os próximos artigos, aqui estudamos a base primordial de toda a nossa relação. Por isso amigos, fiquem ligados nos próximos, enquanto isso, vamos colocar estas dicas em prática, que são a base de toda a nossa amizade canina!

Recomendo também esta ótima leitura: Quer saber porque os cães rolam na grama? Então clique aqui!

Um grande abraço e até a próxima!

Wendel Gomes

Adestrador e comportamentalista canino

(48) 9958-1084

Florianópolis / SC

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